O prazer de vajar leve

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Em tempos de mídias sociais fervilhando de influenciadores querendo nos convencer de que é preciso elaborar “looks” super compostos e diversos a cada dia, é muito fácil cair na tentação de fazer malas cheias de peças que não vão ser usadas e vão ocupar espaço e fazer peso.

Há alguns anos, limitamos nossa bagagem a uma mala de bordo e uma mochila pra cada um. Pode parecer pouco para quem está acostumado a viajar carregadíssimo (e eu entendo, porque já o fiz), porém é mais que o sufciente. Nossas viagens de verão pela Europa duram mais ou menos vinte dias, divididas em poucos dias em algumas cidades porque eu não curto ficar muito tempo no mesmo lugar.  Viajamos de trem, carro e avião e a concisão na bagagem poupa tempo, dinheiro e sofrimento.

A mala de bordo tem rodinhas e zíper de expansão, que eu normalmente só abro na viagem de avião voltando pra casa, se for preciso. Na mochila vão os eletrônicos e a minha bolsa, pra me limitar no avião aos dois volumes regulamentares.

Em termos de espaço, é mais efciente e versátil levar calça, saia ou shorts e várias blusas, do que levar um vestido por dia. Uso cubos de organização pra mala, um com os tops, outro com os bottoms, porque ajudam a manter a roupa menos amassada e dá um pouco mais de privacidade se houver encessidade de abrir a mala na segurança do aeroporto. Levo um pocuo a mais de roupas íntimas e meias, porque sim.

Cosméticos podem ser levados em embalagens menores e maquiagem pode ser reduzida ao essencial (será que realmente é preciso levar multiplos batons, bases, sombras? se pra você for, tudo bem, mas será que é?). O meu kit essencial é o sabonete de limpeza facial e creme hidratante poderoso da noite, um bb cream e um corretivo (caso minha pele se rebele, mas nessa viagem não usei sequer uma vez), um lápis de olho (para delinear ou esfumar se quiser algo mais dramático), um batom (neutro mas com uma corzinha) e protetor labial. O protetor solar mora no kit do meu marido. Óculos, um só par, porque dá pra comprar outro se precisar.

Sempre levo um par de Havaianas e um par de sapatilhas (versátil, confortável para uma saidinha, e não ocupa muito espaço). Fui usando um par de tênis e levei outro na mala (o segundo par é bom caso chova, por exemplo). Aprendi que tênis é o mehor calçado pra fazer turismo, mesmo, e uso qualquer tipo de roupa com um tênis legal e vamos nessa.

Sempre na mala vai um biquini (ter a oportunidade de aproveitar mar ou piscina por falta de roupa de banho é uma tristeza) e na mochila uma jaquetinha de nylon compacta (facilmente acessível em aviões gelados). Sempre tenho um cardigan curto, fininho, que posso usar sozinho ou sob a jaqueta, pra aumentar seu potencial, e uma pashmina. Bolsa, só uma mesmo, que vá bem com todas as roupas, naturalmente.

Ainda assim, às vezes levo coisas que não uso. Nesta viagem, não usei uma saia e uma calça, um par de brincos (levei dois), e uma bandana (tinha duas; uso no cabelo, enroladinha na cintura ou no pescoço) e nenhuma maquiagem (adoro cara lavada).

Cada um de nós é auto suficiente carregando a própria bagagem, não houve despesas para despachar malas, as malas cabem facilmente no compartimento dos trens, podemos pegar metrô até os hotéis em várias cidades (poupando tempo e dinheiro) e tudo ficou bem escondidinho no porta-malas do carro que alugamos Não me faltou nada e ainda sobrou espaço sufiente pra trazer as compras de viagem, que não foram excesivas, mas muito prazerosas.

Pode demorar um pouco até que você encontre o seu ideal de “leveza” fazendo as malas mas eu te digo:  como é bom!

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