Não me lembro de alguma vez ter passado pela Grimaldi's sem ver uma fila enorme na porta. Essa pizzaria fica no DUMBO, lugar que eu já declarei ser dos meus super-favoritos na cidade.
Pois não é que eles vão abrir uma filial na cidade? E vai funcionar 24 horas por dia! Vai ser uma das lojas a ocupar o espaço onde antes era a Limelight (você não achou que aquela casa noturna era idéia original paulistana, né?). A antiga igreja fica localizada na sexta avenida com a rua 20 e deve voltar à ativa em meados de abril.
O novaiorquino costuma comprar fatias de pizza e não a pizza inteira; elas vem lindamente servidas num pratinho de papel, às vezes sobre um guardanapo pouco absorvente. Nada de garfo e faca: para se fingir um habitante você segura a pizza, sem guardanapo, pela borda grossa, fazendo com que ela se dobre na longitudinal.
A Grimaldi's do Brooklyn (onde fica o DUMBO) só vende a pizza inteira, mas talvez a da cidade faça diferente. Ai, então, você vai poder comer a pizza com a mão caminhando pela cidade, e ninguém vai duvidar que você já está integrado aos costumes locais.
A J.S. me escreveu perguntando sobre embalagens interessantes para chás e me mostrou, como exemplo, a criação do designer Soon Mo Kang. Ele trocou as cordinhas dos saquinhos por cabides, que identificam através da cor as diferentes variedades de chás. Não sei se seria prático, mas é uma graça!

Infelizmente eu ainda não vi anda parecido por aqui, mas vou ficar de olho!

Miss Favela é um restaurante brasileiro em Williamsburg que tem ar de boteco. É bom pra matar saudades do bate-papo no barzinho ou pro amigo gringo entrar em contato com a nossa bossa, movida a samba, forró, caipirinhas e batidas. O chatinho é que só aceita pagamenteo em dinheiro.
57 S 5th St (com Wythe St.) - Williamsburg - Brooklyn

A Magnolia Bakery caiu no gosto popular depois que seus cupcakes apareceram no seriado "Sex and the City". A loja original, no West Village (Bleecker com West 11), fica perto da (porta de entrada do prédio usado para filmar a) casa da Carrie Bradshaw mas, apesar de sempre cheia, não está num lugar dos mais fáceis (perto dos pontos turísticos de maior interesse, ou na boca do metrô).
Finalmente, com tanto sucesso, abriram outras duas lojas em locais bem mais convenientes: no Rockefeller Center (Sexta Ave. com Rua 49 - foto) e no Upper West Side, Na Columbus Ave com Rua 69.
Agora sim ficou mais prático.
Olha só o que encontramos na nossa visita mais recente à Vinhoteca, a Wine Library da qual já falei anteriormente: um Shiraz vestido pra viagem.
O vinho se chama "Boarding Pass" (cartão de embarque) e, segundo o importador, é "um bilhete grátis para o sabor do Sudeste Australiano - como viajar sem sair de casa".
Apesar dessa viagem custar menos de 20 dólares, ainda não foi desta vez que conhecemos essa Australia.

Fomos ver o David Blaine na Times Square, na ilha em frente ao Hard Rock Cafe. Minha filha disse que eu deveria mostrar os garfos do painel luminosos fazendo rock hands, então estão aí.
Se vale a pena? Entrar e olhar, sim, por que não? Especialmente se você nunca foi a um. Quanto a fazer uma refeição por ali, caso o ambiente tenha te agradado mas restem dúvidas sobre pratos e preços, faça como todo mundo e consulte o menu sem constrangimento.
Nessa nossa última viagem, compramos muito pouco, como sempre fazemos, aliás. Mas meu marido já saiu de Nova York sabendo que não voltaria da França sem alguns vinhos. Então, antes de partirmos, pesquisou maneiras de transportá-los mais seguramente e viajou preparado. Na bagagem: plástico bolha, ziploc grande e fita adesiva grossa, para embalar.
Cada vinho foi enrolado em plástico bolha, individualmente, e colocado em um ziploc, que protegeria as roupas em caso de estrago. Todos acomodados paralelamente na mala, num colchão de roupas.
Os vinhos chegaram bem e o método foi aprovado.

na imagem, os vinhos deitados na mala e, em destaque, a garrafa vestida para viagem.

Hoje, fui até a Sephora da Rua 34 pegar meu presente de aniversário: um kit com 3 brilhos labiais oferecido gratuitamente a quem tem o cartão fidelidade da loja. Quem não quer escutar a mocinha do caixa tocar uma campainha e gritar "Happy Birthday!", seguida imediatamente pelas colegas de trabalho, pode pedir o mimo pelo correio.

Dali, inspirada pelos diversos tweets que li essa semana com o termo "tik tok" e suas variáveis, fomos almoçar no Tick-Tock Diner, na esquina transversal ao Madison Square Garden, a um bloco da (esquina oeste da) Macy's.
Já escutei opiniões muito diversas sobre o restaurante, mas minha experiência ali não é nada ruim. De sofisticado, claro, não tem nada e não é o diner (/dáiner/) mais barato da cidade (pouca diferença, que eu atribuo à localização), mas o atendimento é muito simpático. Eu não faria dali um programa, mas é um bom nome pra você ter no seu caderninho, especialmente por abrir 24 horas, além de ser uma experiência bem americana.
Em anos anteriores meu post de aniversário começava elencando todas as pessoas super normaizinhas que têm aniversário no mesmo dia que eu e o leitor que concluísse o que bem entendesse.
Este ano, dois fatos extremamente relevantes se deram no decorrer do dia e vou começar por eles. O segundo fato é que, pela primeira vez em todos essas anos fora, meu marido reconheceu espontaneamente uma celebridade na rua. Pode parecer pouco, mas não é, porque se trata de alguém que nem quando está cara a cara com este ou aquele ator de cinema, rodeado de dez pessoas citando nomes de filmes que fizeram milhões de bilheteria, é capaz de saber de quem se trata e mais, quando acha que sabe quem é, duvida que seja o dito cujo e acha que é só alguém parecido.
Quem teria sido o objeto de tal privilegiado reconhecimento? Will Ferrell! De olhos esbugalhados e queixo caído perguntei como foi que isso aconteceu e a explicação dele foi “SPARTAN!” (ele não grita – a caixa alta é homenagem à “XUXA” e “SEU JEITINHO ESPECIAL DE ESCREVER NO TWITTER” ou voxê ainda não xoube do barraco? )
Não esqueci o primeiro fato, só resolvi que não contaria, mesmo. Bem legal, eu sei.
Agora, o bolo: não houve e cada um selecionou a sua sobremesa no lunner - brunch entre café da manhã e almoço; lunner, entre almoço e jantar.
Minha nossa, neste momento temo que esteja começando um ano prolixo!
De volta ao trilho...

Depois do bolo escândalo que a Márcia colocou na net, precisei me afogar (quase literalmente) num fresh strawberry shortcake, aqui interpretado por um prato de sopa de morangos deliciosos, cobertos por sorvete de baunilha incrível, duas “panquecas” de bolo branco e uma quantidade insalubre de chantilly. Meu marido é viciado em cheesecakes, mal do qual eu não padeço, e minha filha se valeu de um milkshake de chocolate para esquecer a tragédia de eu não ter encomendado um Bolo Brigadeiro no restaurante brasileiro. “Culpa da Márcia”, eu disse.
Há algum tempo a Márcia me perguntou sobre essa chocolateria e quando passei por ali me lembrei de tirar uma foto pra ela.

Ela conhecia a marca porque a JAL distribuia barrinhas em seus vôos, mas sempre que vinha a NY procurava apenas na Quinta Avenida, como faz todo o sentido. Tem quatro lojas espalhadas pela cidade e nen uma sequer na Quinta; essa da foto é na Terceira.

Esta é uma visão parcial da lojinha de vinhos onde abastecemos a adega de casa (que falando assim parece uma coisa enorme, mas não é). Chegar ali de maneira prática, só de carro, o que é uma pena porque os preços, e sobretudo a seleção, são muito atraentes. Se você tiver uma amigo com carro aqui que queira dar um passeio, vá. Se tiver que alugar carro ou se aventurar no transporte público não vale a pena; fique com as boas lojas da cidade, mesmo.
O site: Winelibrary.com
O canal: Winelibrary TV - changing the wine world
Encontrei o menu de um jantar de casamento que merece ser compartilhado.
É uma transcrição exata.
Aproveitem!
"
Menu de Degustação
- Salada Asiática com vegetais
Filé Yaktori e Vinagrette de Gergelim.
- Petit Gateau de Bacalhau
ao molho de Pistache e Tâmaras.
- Raviolloni de Figo Seco e Nozes
ao molho de Cogumelos Funghi Secchi.
- Robalo ao Prosecco, Brie e
Uvas Thompson com Arroz Negro e Ervas.
- Tournedor de Mignon ao Vinho do Porto
com Mousseline de Mandioquinha.
"
(sic)
O Mozartkugel original austríaco é uma bolinha perfeita, mas a imitação da foto é delícia suficiente pra matar a saudade.
Foi comprado na Lindt, provavelmente a mais acessível entre as lojas de chocolates 'especiais' da cidade. Coleção completa disponível em dois endereços (Quinta e Madison) e linha mais comum de trufas - nessa época também coelhinhos de Páscoa - à venda em drogarias e supermercados.

Foi isso o que me disse minha filha ao ver esse carrinho de bandejas, que facilita muito a vida de quem vai com a família ao restaurante self-service da IKEA, no Brooklyn.
A comida ali é muito, muito barata e honesta. Há peixe, frango, carne, massa, sanduíches e sobremesas bem tentadoras. O serviço segue o estilo cafeteria de escola. Quem escolhe o combo se serve livremente no buffet de saladas. Pagar e levar.
Ao terminar, cada um limpa sua mesa, o que, como eles explicam num painel no próprio restaurante, ajuda a cortar custos e permite que os funcionários se dediquem ao atendimento e preparo dos pratos.
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A estrela da decoração do lugar é o lustre Knappa (acima, US$25), que se vê às dúzias pendurados sobre cada mesa branca. Tudo IKEA, claro.
Ontem, feriado americano que celebra os presidentes, almoçamos no Piola. Na última vez que estivemos lá, havia uma promoção em que deveríamos mandar um cartão postal do restaurante para um amigo e este, com o postal carimbado, ganharia uma pizza em sua próxima visita. Mas o garçon, logo que nos entregou os postais, deu a dica: mandem um pro outro. Assim fizemos e o almoço de ontem foi em parte cortesia da casa.
Para não ilustrar sempre com uma pizza, a sobremesa: profiteroles.


As pastilhinhas da Victoria's Secret são sempre um amor. Lembra quando fizeram pequenas boquinhas de canela e asinhas de menta?
Mais uma vez as latinhas são muito queridas, uma coisa meio retrô-romântica. A rosinha é de canela-delícia e a preta tem sabor de menta-meio-estranha.
Pra ser melhor bastava ser prática. A tampa emperra com alguma frequência e quando se abre, já viu: balinhas pra todo lado!
Aqui perto tem um restaurante grego que frequentamos uma vez por semana, mais ou menos. A comida é muito gostosa, mas a gente vai mesmo porque se diverte muito, até chora de tanto rir, tentando "entender" a letra das músicas ambiente. Com todo o respeito, claro.
Outro dia, assim que entramos, olhamos um pro outro e dissemos: "Madureira!"
A música dizia, com certeza, "êra, êra, êra, Madureira".
Na segunda-feira estivemos lá de novo. Uma música falava do "desastre, agorá quebrô" e o hit do dia "barriguda, barriguda, barriguda, aê".
É um programão!

Nas fotos acima: o pedido sendo marcado no próprio menu e as batatas-fritas deliciosas, com orégano e queijo-ralado, que acompanham um dos pratos.
Pedi para meus hóspedes mais recentes que indicassem alguns dos restaurantes que frequentaram na cidade.
Se você vem pra cá, anote:
China Grill - sugerem o risoto vegetariano
Balthazar
Amsterdam Restaurant - sugerem o queijo de cabra flambado, acompanhado de Tequila
Sapori d'Ischia - este restaurante fica em Woodside, Queens, mas eles garantem que o Fettucini al' Antonio, preparado à mesa dentro de um queijo parmesão, vale a visita.

Costumeiramente, as sobremesas do Dia de Ação de Graças são tortas de maçã, abóbora e nóz-pecã mas, como eu não tenho problemas reinventando tradições, nossa sobremesa foi um super-bolo brigadeiro (este da foto ao lado) que deixou todo mundo enlouquecido.
Três andares de pura delícia!(devidamente instalados em nossas barrigas e culotes)

Encontrei essa cocada num recém inaugurado restaurantezinho brasileiro a quilo que não se compara ao meu favorito, mas parece estar indo bem. A cocada - há quantos anos não provava uma! - estava ótima, derretendo na boca apesar do aspecto rocha.
Semana passada, estivemos no The Jekyll and Hyde Club, um restaurante temático pertinho do Central Park e do Carnegie Hall.
Logo na entrada, fomos recebidos por uma Doutora alguma coisa, figurinha bem estranha, que nos encaminhou por uma porta que logo bateu atrás da gente. Ficamos presos em um cubículo escutando um lero-lero e de repente o teto começa a baixar. O restante segue neste clima de suspense: a porta se abre para um ambiente escuro, decorado como um filme de horror, mas é bem divertido, bem caprichadinho (duvido que os idealizadores achem os termos "divertido" e "caprichadinho" adequados, mas enfim...).

Chegamos por volta de sete horas e esperamos no bar uns poucos minutos; na saída, pouco antes as nove, a fila já era grande. Não fazem reserva a não ser em condições especiais.
Éramos seis adultos e duas crianças, sentados quase confortavelmente num booth, uma mesa com sofazinhos e não cadeiras; dois homens altos precisaram ficar com as pernas para fora, mas o lugar era central e dava para ver todo o movimento dos atores, dos personagens animados (esqueletos tocando música, esfinge falante, Zeus sendo Zeus) e o show. Tem sempre alguma coisa acontecendo. No salão, famílias, alguns casais de namoradinhos e gente rodeada de amigos comemorando aniversário.
O garçon foi simpático, mas logo avisou que eu teria que pagar uma taxa de 5 dólares para dividir um prato com minha filha. Até entendo, mas não gostei. Eles não tem cardápio infantil e um prato adulto só pra ela é exagero.
A conta total da mesa, sem bebidas especiais, apenas com água grátis e 6 refrigerantes a US$2.50 cada foi de 250 dólares. Eu achei um exagero! A nossa quota foi de 76 dólares. Isso incluiu 3 pratos - um sanduíche (que meu marido disse estar muito bom, acompanhado de uma batatinhas que eu gostei muito), uma salada bem simples (que eu pago um terço do valor em outros lugares) e uma massa (que não deu muito ibope com minha filha) - mais dois refrigerantes e uma água.
Paga-se também uma pequena taxa de entretenimento, uns 3 dólares por cabeça, não me lembro exatamente.
É interessante e, eu acho, melhor aproveitado com crianças (que não tenham medo de suspense).
Legal, mas não essencial.
Estava vendo um vídeo de uma pessoa finérrima (merecia um phynérrima aqui, mas pajubá não é muito a minha) ensinando dicas à mesa. Nenhuma grande novidade, bem basiquinho, aquilo que todo mundo, espera-se, saiba. Mas aí ela começa a falar e gesticular com a faca em punho e, pra mim, descredibilizou total. Imagina o stress da pessoa sentada ao lado dela se a conversa fica mais animada.
Gesticular segurando talheres, o que importa importa se o da mão direita ou esquerda, não dá, né, queridos.
Há algum tempo, falei dos M&M's personalizados que comprei. Hoje, para responder a um e-mail sobre eles, entrei no site novamente e vi que, além de colocar mensagens, já é possível imprimir fotografias!
Uma criança, um casal; as possibilidades são inúmeras.
Aqui, o site.
Eu, mais uma vez, no supermercado brasileiro.
Não é absolutamente necessário, não é saudosismo; é que algumas coisas são muito melhores, mesmo. Requeijão, por exemplo. Só prefere Cream Cheese quem gosta de bagel duro e quem gosta de bagel duro não conta na minha pesquisa.
A foto ao lado é do Cornetto de Açai, novidade pra mim.
Yes! Nós temos Kibon, diretamente da Brasilândia, para satisfazer quem não se contenta com o bom humor (Good Humor) original desta terra.

Durou pouco minha empreitada vegana. Não comer carne não é sacrifício nenhum, mas excluir as claras de ovos e o leite da dieta não deu pra mim. Provavelmente, se eu fosse mais convicta, faria um esforço maior mas, sinceramente, não é pra agora.
Alô produtores de leite de soja! Com a quantidade de consumidores mundo afora já era hora de terem encontrado um saborzinho natural mais tolerável, por favor. Intragável também é um leite de soja com pêssego da Sococo , e olha que eu adoro tudo de pêssego. Não passei do primeiro copo e lá se foram duas embalagens pelo ralo. Pessoal do desenvolvimento, olho vivo.
Eu adoro ADES de abacaxi; sempre comprei no supermercado brasileiro por US$1.99 mas agora custa US$3.99. Dobrou de preço num piscar de olhos. Aliás US$3.99 também custa um vidro de groselha vitaminada Milani, presença freqüente nesta maison.
Por falar em felicidade, recebi minha encomenda do Brasil: cinco bombons duas caras da Kopenhagen. Pra mim, não há mais gostoso e é por isso mesmo que eu peço só cinco.